quinta-feira, 27 de junho de 2019

Imagem chocante nos faz refletir sobre algumas decisões


Óscar Ramírez e a filha, Angie Valeria, morreram afogados quando tentavam cruzar rio na fronteira entre México e Estados Unidos — Foto: Julia Le Duc/AP


A fotógrafa que registrou os corpos de um homem e sua filha afogados disse à BBC que tragédias como essa são frequentes e nem sempre atraem a atenção da mídia; Le Duc espera que seu trabalho ajude a dar visibilidade à situação de milhares de migrantes.


Quando os corpos surgiram na manhã de segunda-feira (24), a repórter mexicana Julia Le Duc apertou o obturador sem muita esperança de que suas imagens tivessem um impacto maior do que as de mais de 20 migrantes afogados que ela fotografou nos últimos anos.
Ela havia chegado lá um dia antes, quando, após algumas chamadas de emergência, recebeu um aviso de que algo estava acontecendo nas margens do Rio Grande, em Matamoros, Tamaulipas.
"No domingo disseram à polícia que havia uma mulher gritando na praia. Quando eu cheguei lá, vi uma mulher muito jovem, Tânia Valdés Ávalos, que estava muito mal, contando que a família, o marido e a filhinha pequena haviam sido levados pelo rio", disse a correspondente do jornal mexicano "La Jornada" à BBC News Mundo.
As autoridades iniciaram a busca pelos corpos, mas a suspenderam de madrugada pelos riscos no local.


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